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Os sinais da Irresponsabilidade
Nelson Banhara
24 de janeiro de 2008
O reflexo da irresponsabilidade tucano/pefelista/democratas (PSDB/DEM) ao extinguir a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) que financiava em grande parte a saúde pública no país, começou a dar as caras mesmo antes da virada de ano, com o incêndio que acometeu o edifício do Ambulatório do Hospital das Clínicas em São Paulo, colocando em risco a vida de pacientes e prejudicando o atendimento adequado de milhares de pessoas todos os dias.
Se o incêndio nada tem a ver – diretamente, ao menos – com a tradicional falta de recursos financeiros para a saúde, a recuperação do complexo danificado pelas chamas e a fumaça, tem. Afinal, passado poucas semanas do ocorrido, pouco foi feito para solucionar o precário estado de manutenção das instalações do HC, fartamente demonstrado na TV. Pelo contrário, os incidentes tem se repetido e em maior freqüência nesse início de ano, com panes elétricas e princípios de incêndio.
Não bastasse isso, eclode, nas primeiras horas do Ano Novo, a disseminação de casos suspeitos (e alguns já confirmados) de Febre Amarela Silvestre na região Centro-Oeste do país, exigindo dos governos estaduais e federal, recursos extras e ações imediatas para impedir o retorno da chaga gravíssima. Apenas a produção de vacinas contra a Febre-Amarela do Instituto Bio-Manguinhos da Fundação Osvaldo Cruz no Rio de Janeiro, terá de ser duplicada esse ano, de 15 para 30 milhões de doses, o que exige mais recursos orçamentários.
Também chega ao noticiário televisivo a falta de macas e ambulâncias nos hospitais públicos mantidos pelo Governo do Distrito Federal (GdF), do governador José Roberto Arruda, cujo partido (o DEM) proferiu os discursos mais radicais contra a prorrogação da CPMF e contra as medidas alternativas propostas pelo governo Lula nesse início de Janeiro. Agora, que digam de onde sairão os recursos para o financiamento da saúde pública, para o combate à dengue, à febre-amarela, para a reconstrução de hospitais incendiados e para a manutenção e ampliação daqueles que ainda funcionam.
Esperamos que situações como essas não cheguem à Região do Grande ABC, sob o risco de termos que chamar os políticos e empresários de nossas cidades a explicarem por que dão sustentação política a esses irresponsáveis senadores e dirigentes do PSDB, do DEM e também da FIESP, e a todos os que, por razões de natureza política ou ideológica, colocaram os interesses públicos em segundo plano.
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