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Químicas: lucros batem recorde

Assessoria de Imprensa da FetQuim
08 de setembro de 2008

As empresas químicas não podem reclamar: lucros batem recordes ano a ano. Mais uma vez, as empresas do ramo químico vão faturar mais. É o que indicam dados recentes sobre o desempenho da indústria.

LUCROS EM ALTA

Apesar de não ser possível ter indicadores de todo o ano de 2008, o crescimento do lucro das indústrias químicas tem tudo para ser superado conforme apontam as projeções. A série histórica do setor mostra uma contínua elevação do faturamento.

Com a indústria brasileira em boa situação, o ramo fica em posição ainda melhor.O setor representou 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma de toda riqueza produzida no país) no ano passado.
Em 2007, o faturamento líquido da indústria química brasileira alcançou R$ 201,6 bilhões, ou seja, 12,2% acima do de 2006.


INDÚSTRIA CRESCE

O ramo químico, que participa ativamente de quase todas as cadeias e complexos industriais, certamente sentirá o bom desempenho da indústria do país.

O faturamento total da indústria brasileira cresceu 8,4%, nos primeiros seis meses deste ano. Esse foi o maior crescimento do faturamento do setor industrial para um primeiro semestre desde 2003, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).


LUTAR POR AUMENTO REAL

Não há desculpa para os patrões. Sindicatos e trabalhadores das indústrias químicas se preparam para as mobilizações da campanha salarial de 2008 na busca de aumento real.


O PISO PERTO DO MÍNIMO

Enquanto os empresários do setor químico comemoram o crescimento continuado dos lucros, o piso salarial da categoria se aproxima do salário mínimo.

O ritmo de reajuste do piso ficou muito abaixo do ritmo de reajuste do mínimo.Em 1994, o piso dos químicos equivalia a 3,1 salários mínimos. Hoje, no valor de R$ 685,00, equivale a 1,7.

A comparação não é feita com o objetivo de fixar o piso em números de salários mínimos, que pode se desvalorizar a qualquer tempo. Entretanto, o assessor econômico do Sindicato Químicos Unificados, Fabiano Garrido, explica que a proporção entre o piso e o mínimo não pode ser tão reduzida. “Sem uma política de recuperação, em breve o piso estará próximo do mínimo, já muito aquém das necessidades de sobrevivência da família brasileira”, afirma.

O salário mínimo foi valorizado nos últimos anos, mas ainda é insuficiente para atender as necessidades de uma família. Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o mínimo ideal para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) é de R$ 2.072,70, muito distante dos atuais R$ 415,00.


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