|
Paralisação dos cerca de 700 trabalhadores, atrasando em uma hora a entrada do turno da manhã desta terça-feira, 20 de outubro, no Pólo Petroquímico de Capuava região do grande ABC, marcou o início das negociações da Campanha Salarial 2009 da categoria química em São Paulo. Promovida pelos sindicatos dos Químicos do ABC, Plásticos e Químicos de São Paulo e Químicos Unificados (Osasco, Campinas e Região), com a coordenação da Federação dos Trabalhadores Químicos da CUT no Estado de São Paulo (Fetquim), a paralisação aconteceu horas antes da primeira rodada de negociação com o setor patronal (CEAG 10 Comissão de Estudos e Assessoria do Grupo 10 da FIESP), realizada às 10h, na sede da Fetquim, no centro de São Paulo.
Com o apoio de vários sindicatos da região, mais de 200 sindicalistas químicos e de outras categorias ficaram em cinco pontos estratégicos de acesso às principais empresas do Pólo para parar os ônibus que traziam os trabalhadores para o turno da manhã. O protesto, além de pacífico, foi muito bem humorado, com muitos carros de som, bexigas, papéis, balões infláveis e até uma banda musical que ficou tocando em frente à entrada da Quattor Petroquímica, durante a paralisação.
"Nosso objetivo é pressionar o sindicato patronal das indústrias químicas a atenderem nossas reivindicações da Campanha Salarial 2009, afinal muitas avaliações apontam que as empresas químicas tiveram bom desempenho entre 2006 e 2008 e isso não foi repassado aos trabalhadores", afirmou o coordenador político da Fetquim e diretor do Sindicato dos Químicos do ABC, Geraldo Melhorine.
"Agora é hora de mobilizar e garantir a pressão necessária para uma Campanha Salarial vitoriosa da categoria química aqui em São Paulo", comenta o presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, Paulo Lage.
|