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Os trabalhadores químicos têm dado um grande exemplo de disposição para lutar por seus direitos. A campanha salarial deste ano contou com várias paralisações, atrasos nos turnos, atos e assembléias representativas. Um grau de mobilização que colocou a categoria entre as poucas que obtiveram aumento real entre 1,5% e 2% em 2009. Segundo o DIEESE, das 147 categorias profissionais analisadas este ano, apenas sete conseguiram este feito.
E mesmo após a assinatura do acordo, a Fetquim e seus sindicatos filiados continuaram a luta nas fábricas, que resultou em conquistas maiores em muitas delas. Esse foi o caso da Silvatrin, em São Bernardo, com PLR maior; da Samkwang, em Campinas, com 4% de aumento real; da Telstar, em Vinhedo, com 5,7% de aumento real.
Também houve paralisação ou greve na Adere (Sumaré), Yamá (Cotia), HidroAll (Valinhos), Termotécnica e Fort Dodge (Campinas), Dovac, CBC, Pólo Petroquímico (Capuava), entre outras.
Um episódio interessante ocorrido nesta campanha salarial foi a luta dos trabalhadores da Basf, pois ao invés de ser regionalizada atingiu os sítios de São Bernardo, Mauá e Vila Prudente, arrancando o compromisso de estudo sobre os valores e formas do vale-compras.
Além dos eixos da campanha salarial, os trabalhadores têm colocado pautas específicas de cada empresa, que vão desde o assédio moral até condições de trabalho. Situações que têm mobilizado a categoria não só em época de dissídio, mas ao longo do ano.
Se depender da Fetquim, dos sindicatos e dos trabalhadores, a patronal ainda terá muita dor de cabeça.
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